PRESENÇA DO VAREJO BRASILEIRO NO EXTERIOR

Estudo da Fundação Dom Cabral divulgado ontem mostra que a internacionalização das empresas brasileiras cresce a uma taxa média anual de 1%, percentual que não deve ser alterado em razão da crise internacional, mas que pode ser compensado com o aumento das receitas em dólar decorrentes do câmbio. A opinião é do coordenador do Núcleo de Negócios Internacionais da instituição, Sherban Cretoiu, que apresentou o Ranking das Transnacionais Brasileiras de 2012. Entre as 47 companhias pesquisadas, seis são oriundas do Rio Grande do Sul.

“O índice pode aumentar devido ao crescimento da receita proveniente do câmbio, já que as companhias fecham seus balanços em reais”, diz. O índice de transnacionalidade elaborado pela Dom Cabral leva em consideração as receitas, os ativos e o número de trabalhadores das operações fora do País. O estudo também foi feito com 16 franquias nacionais em questionários aplicados entre março e maio de 2012.

O levantamento mostra que 73,2% das receitas da JBS, a campeã entre as companhias transnacionais, têm origem nas suas operações no exterior. Hoje, a JBS também tem 62,1% dos seus funcionários fora do Brasil. A segunda colocada no ranking, a Gerdau, também tem a maioria das suas receitas geradas no exterior (52,4%). A metalúrgica possui 57,3% dos seus ativos e 45,1% dos funcionários fora do Brasil. Já a terceira colocada no ranking de transnacionalidade, a Stefanini IT Solutions, é a empresa analisada com maior percentual de ativos fora do País (61,2%). A companhia também possui 36% das suas receitas originadas de operações fora do País e 41,9% dos funcionários trabalhando em suas unidades no exterior.

JBS Friboi, Gerdau e Stefanini IT Solutions compõem o pódio do ranking de 2012 com índices de transnacionalidade de, respectivamente, 53,8%, 51,6%, e 46,4%. Em quarto lugar, aparece a Metal Frio (45,2%), seguida pela Marfrig (44,4%), Ibope (43,8%), Odebrecht (42,4%), Sabó (36,3%), Magnesita (36,1%) e Tigre (29,8%). Além da Gerdau, as demais gaúchas a figurarem no ranking são a Artecola (19,4%), Marcopolo (14,9%), Agrale (13%), Randon (2,4%) e DHB (1,2%).

No ranking de internacionalização das franquias brasileiras, as primeiras posições são ocupadas pela gaúcha Via Uno (18,3% de índice de internacionalização), Fábrica Di Chocolate (12,1%) e Showcolate (10,9%). Em seguida, aparecem LinkWell (7,4%), Localiza (7,2%), Fisk Centro de Ensino (3,6%), Spoleto (3,2%), Bit Company (1,8%), Hering (1,4%) e Arezzo (1,4%).

Apesar da possibilidade de aumento do indicador de internacionalização das empresas, Cretoiu não espera grandes mudanças para o próximo ranking, que fará a análise das transnacionais incorporando o agravamento da crise soberana europeia verificado em 2012. A pesquisa mostra que 72,3% das transnacionais responderam que não têm intenção de entrar em novos mercados neste ano.

O coordenador do estudo descarta, no entanto, uma redução da participação internacional nos balanços das companhias. “As empresas vão tentar otimizar a produção nos locais em que já atuam e aumentar a participação nesses mercados”, afirma, lembrando que 60,9% planejam expansão nos mercados onde já atuam, enquanto 39,1% preveem estabilidade.


Fonte: Jornal do Comércio - Junho.12

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