7 TENDÊNCIAS PARA O MERCADO DE FRANQUIAS


O surgimento das microfranquias, que permitem a criação de negócios com investimento até R$ 50 mil, e um novo mercado consumidor, com a expansão da classe C, têm dado novo fôlego às franquias.
Na semana em que ocorre a feira de franquias da ABF (Associação Brasileira de Franchising), o UOL conversou com especialistas da área que apontam as principais tendências em franquias para quem está pensando em apostar nesse tipo de negócio.
Marcus Rizzo, diretor da consultoria Rizzo Franchise, destaca o crescimento de franquias de serviço em comparação a franquias de produtos e atividades não tradicionais no segmento. “Um exemplo são os serviços de cuidados para crianças e idososmanutenção e conservação de residências e até mesmo imobiliárias e corretores de imóveis”, diz.
Ele observa também a expansão das franquias para a região Nordeste e para o interior dos estados. “Essa nova classe social emergente cria uma nova demanda de consumo que a oferta local não é capaz de atender. Isso cria oportunidades para franquias”, afirma.
1 - MICROFRANQUIAS
Apesar de não serem um modelo novo, as franquias com investimento de  até R$ 50 mil devem passar por uma fase de consolidação, de acordo com o especialista em franquias Adir Ribeiro. “As microfranquias dão um caráter profissional a serviços que antes eram oferecidos de maneira dispersa e com caráter informal e possibilitam que empreendedores com menos capital adquiram seu próprio negócio”, declara Adir Ribeiro.
2 - SERVIÇOS
Áreas não tradicionais no mercado de franquias, como cuidado de crianças e idosos, manutenção e conservação de residências e imobiliárias devem crescer. Segundo o especialista em franquias Marcus Rizzo, isso é um reflexo do cenário macroeconômico, com envelhecimento da população brasileira, falta de profissionais para serviços domésticos devido ao aumento de renda da população e aquecimento do mercado imobiliário.
3 - INTERIORIZAÇÃO
O aumento do poder aquisitivo da população está criando uma demanda por produtos e serviços que o comércio local não é mais capaz de suprir nas cidades do interior e nas periferias das grandes cidades. “É importante que o empreendedor seja da região, afinal, ele já conhece o mercado local e é mais fácil criar empatia com os consumidores”, afirma Rizzo.
4 - "CO-BRANDING"
A falta de espaços comerciais que impulsiona a criação de novos modelos de negócios também dá origem ao co-branding, que é a união de diferentes marcas de uma franqueadora no mesmo local. “Essas operações adaptam ou criam modelos de acordo com as condições oferecidas por cada região”, diz Marcus Rizzo.
5 - NEGÓCIOS MENORES
A dificuldade em achar pontos comerciais nas capitais, a expansão para cidades do interior e negócios voltados para a classe média emergente, que não está disposta a pagar muito caro por um produto ou serviço, estão criando novos formatos de franquias e menos custosos para os franqueadores. “Eles devem ser usados de acordo com o potencial que a praça oferece. Isso permite a entrada em cidades menores e diminui os custos de instalação em um shopping center, por exemplo”, declara Adir Ribeiro, especialista em franquias.
6 - PRODUTIVIDADE
A desaceleração da economia deve estagnar o crescimento das franquias e, para compensar, os empreendedores terão que vender mais para os clientes que já possuem, segundo Adir Ribeiro. Esses resultados podem ser alcançados por meio do encantamento do cliente, da melhoria no atendimento, da retomada do contato com clientes antigos. “Trata-se de vender mais para quem já está dentro do negócio”, afirma.
7 - CAPACITAÇÃO
As franqueadoras estão com a preocupação de profissionalizar seus franqueados, diz Adir Ribeiro. “Pessoas que compram uma franquia achando que o negócio dará certo por causa da marca precisam entender que trata-se de uma empresa como outra qualquer. São necessárias estratégias empresariais para fazer o negócio decolar”, afirma.
Já o especialista em franquias Adir Ribeiro, presidente da Praxis Education, aponta novos modelos de negócios, como os que reúnem mais de uma marca em um mesmo espaço, o chamado "co-branding", ou de lojas menores, mais compactas, ou como quiosques e carrinho.
O desaquecimento da economia por conta da crise internacional também deve afetar as estratégias das franqueadoras e dos franqueados, que passarão a concentrar esforços em conseguir melhores resultados nos negócios já existentes.
Para isso, segundo Ribeiro, as franqueadoras devem investir mais na capacitação dos franqueado, para desenvolver neles o pensamento empresarial e a disposição a correr riscos. “Se a franquia que você tem em vista apresentar essas características, ela está atenta aos movimentos do mercado”, diz Ribeiro.
FONTE: Site Uol



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