O FRANCHISING SEDUZ A NOVA GERAÇÃO




POR GERSON GENARO E ANDREA CORDIOLI
Renovação natural e capacidade ilimitada de gerar valor atraem jovens para o setor



Fonte: 
Matéria reproduzida da Revista Franquia & Negócios - Edição 37


Os jovens descobriram o franchising. Existe uma renovação natural no comando das empresas pioneiras, cujos controladores completam mais de 20 anos à frente das operações. E uma saudável preferência por parte dos novos empreendedores, por diversos motivos. Empreender, por exemplo, tornou-se a forma de criar novas opções de emprego ou uma alternativa ainda mais sedutora para construir uma carreira no mundo dos negócios.
Outros, com a cara e coragem e mesmo sem formação universitária ou MBA, enfrentam o desafio de erguerem redes em condições inimagináveis, como relatamos nesta matéria de capa.
Ao contrário do que acontece em muitos países, quando a busca de opções no terreno inóspito do empreendedorismo ocorre quando cresce a taxa de desemprego, no Brasil, os que se lançam no franchising, querem um trabalho que não seja apenas fonte de renda, mas também como parte de seu processo de satisfação pessoal, observa Renato Bernhoeft, fundador e presidente do conselho de sócios da höft consultoria societária.
`Ser um empreendedor é desenvolver a competência de descobrir formas criativas, ou até inovadoras, de preencher - ou até mesmo criar - soluções para lacunas do mercado, que outros não perceberam`,  acrescenta o especialista em empresas familiares.
O que torna o franchising ainda mais especial e charmoso aos olhos da nova geração é a sua capacidade ilimitada de gerar valor mesmo em situações pouco confortáveis do ponto de vista do cálculo meramente econômico. Na frieza dos números quem apostaria em um jovem empreendedor de apenas 16 anos que decidiu abrir uma escola de idiomas em um dos municípios de maior índice de pobreza, como Franco da Rocha, e com dinheiro caro levantado junto a banco?
Sem saber que era impossível, como diz a conhecida frase, o jovem Felipe Gomes Escaleira, apesar da pouca idade, decidiu contrariar a lógica e não só abriu uma franquia num lugar considerado fora do mapa empresarial, como já tem uma rede composta de 5 unidades, 62 funcionários e 1.350 alunos. Agora, com apenas 19 anos, fatura mais de R$ 2,5 milhões. Seu mérito foi antever uma oportunidade de mercado que não só o consagrou como o mais novo franqueado do Brasil, como lhe garantiu a exclusividade para trabalhar no território com a bandeira Wizard, uma das nove marcas do Grupo Multi.
Outro jovem que impôs a sua marca foi Antonio Carlos Nasraui. Aos 20 e poucos anos, o filho do fundador do Rei do Mate, Kalil Nasraui, decidiu aplicar na empresa o que descobriu em sua monografia de conclusão da Faculdade de Economia: que o franchising chegava para ficar.
Nos idos de 1992, ele convenceu o pai a abrir a primeira franquia do Rei do Mate, então com três lojas próprias, no Shopping Penha, na zona leste de São Paulo. A aposta deu certo. Hoje, o Rei do Mate tem 300 lojas em 17 estados e devem ser abertos entre 25 e 30 pontos este ano.
`Vi que o negócio tinha potencial e meu pai confiou em mim. Eu tive carta branca` - conta ele.
Antonio Carlos, hoje responsável pelas áreas de marketing, franchising e `pepinos`, como brinca, divide o comando do Rei do Mate com o pai, de 78 anos, e o primo, que cuidam das áreas administrativas e financeiras.
Mas não faltam exemplos de jovens empreendedores no setor. Giovani Balvedi apostou na primeira franquia da Emagrecentro aos 28 anos e, menos de cinco anos depois, se tornou o responsável por oito unidades da marca no Rio de Janeiro - em um total de 22 no estado - e prevê inaugurar mais oito este ano. Sob a sua batuta estão 50 funcionários diretos e cerca de 60 colaboradores, entre médicos, fisioterapeutas e esteticistas.
A chegada de jovens empreendedores mostra que o setor está em permanente renovação e inovação, ingredientes fundamentais para garantir a forte expansão do mercado de franquias no Brasil, o que nos coloca no radar das principais potências no franchising internacional.
Não preocupa, portanto, a tendência de um grande número de antigos profissionais ser obrigado a passar o comando para as novas gerações. Há quase 25 anos, organizadas pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), as franquias brasileiras caminham para o fim do primeiro ciclo geracional: época em que, com o envelhecimento dos franqueados, o negócio é passado para a outra geração.
Recentemente, o grupo O Boticário surpreendeu o setor, falou abertamente sobre essa delicada questão e mostrou pioneirismo ao propor um processo de sucessão planejado. Ao considerar que 200 de seus 960 franqueados estarão envolvidos em algum estágio de sucessão familiar nos próximos dois anos, O Boticário decidiu implantar um curso de preparação de herdeiros com duração de dois anos, em tópicos críticos como gestão de pessoas, governança e análise da concorrência.
A chegada de jovens empreendedores mostra que o setor está em permanente renovação e inovação
Alçando novos voos
Com a falência da Varig, em 2007, o ex-funcionário da companhia aérea, Leonardo Caetano, montou uma agência de comunicação em casa. Mas o negócio só decolou quando ele passou a fazer desbloqueios dos primeiros iPhones que chegavam ao Brasil.
`Um amigo me trouxe quatro iPhones do exterior. Eu fiquei com um e vendi os outros três. Fui mexendo com isso naturalmente e, em poucas semanas, o boca a boca já me rendia de 10 a 15 aparelhos para desbloquear`, diz.
Aos 33 anos, Caetano decidiu fundar aiPhoneSolution que, além de desbloqueios, faz serviços de assistência técnica e vende acessórios. A partir de abril, venderá também o iPhone da operadora Claro.
`Hoje, ganho dez vezes mais do que ganhava na Varig. Ainda estou investindo muito no negócio, mas logo vou começar a colher os frutos do trabalho`, conta.
A partir de abril, Caetano terá as três primeiras franquias de sua marca, também comandadas por jovens.
`Devemos abrir de 6 a 8 franquias este ano`, revela.
Hoje, com 37 anos, o jovem comanda uma equipe de 47 funcionários em um centro técnico, no bairro de Moema, e dois quiosques nos shoppings Market Place e Center3. Só no centro técnico, a empresa recebe cerca de 70 aparelhos por dia para fazer algum tipo de serviço. A iPhoneSolution também está em fase de credenciamento junto à Apple para se tornar também uma assistência técnica.
`Para um negócio próprio dar certo, o principal é fazer a coisa bem feita e estar rodeado de gente competente.`
Mais do que dar palpite
`Nunca pensei em trabalhar com os meus pais para não misturar as coisas. Mas chegou um momento em que eu comecei a me interessar pelo negócio e quis mais do que dar palpite. A operação eu conhecia bem, porque a vi nascer, então fui estudar sobre o franchising`, conta Camila Carone, filha única do casal que fundou a Roasted Potato, Modesto e Maria Lucia Carone. Aos 24 anos, a então estudante de Publicidade e Propaganda começou no marketing da Roasted Potato e depois, para conhecer a operação a fundo, teve uma experiência de um ano como se fosse franqueada da marca.
`Eu comandava sozinha uma unidade em São Paulo. Ali, aprendi a lidar com compras e emissão de notas. A gente tem que conquistar o nosso lugar pelo empenho e dedicação, não pelo sobrenome.`
Hoje, prestes a completar 30 anos em maio, Camila é diretora de franquias, marketing e expansão da Roasted Potato e comanda uma equipe de 15 pessoas.
`Deixei as diferenças familiares de lado e aprendi a separar as coisas. Afinal, cedo ou tarde, a empresa seria minha. Acabei me encantando pelo negócio e pelo franchising`, afirma.
Camila faz MBA em Gestão de Franquias na FIA (Fundação Instituto de Administração), em parceria com a ABF, e está animada com o futuro promissor. Ela já se prepara para assumir a presidência da empresa em breve.
`Meu pai tem 56 anos e quer passar o comando para mim. Ele quer curtir a aposentadoria e se dedicar a outras atividades, como criação de gado`.
Preferência por jovens
`Procuram-se jovens empreendedores de até 25 anos para comandar uma empresa`.
É difícil achar um anúncio desses, mas é exatamente o que busca aMinds Idiomas. Fundada em 2007 por Leiza Oliveira, aos 32 anos, a escola de idiomas tem hoje mais de 17 mil alunos em 36 unidades distribuídas em 15 estados. Dos seus 27 franqueados, mais da metade tem menos de 25 anos.
`Os jovens saem da faculdade e não têm medo de desafios, nem de arriscar. Eles têm garra e gostam de trabalhar com metas. Esse dinamismo é a nossa linguagem`, explica Leiza. A jovem empresária acaba de fechar contrato com um franqueado de 21 anos, que recebeu auxílio do BB Franquia; linha de crédito do Banco do Brasil destinada ao franchising.
Formada em Ciências Contábeis, Leiza avalia que até a inexperiência do jovem pode ser um fator positivo.
`Não há vícios. O jovem busca o conhecimento.`
A empresária começou a trabalhar aos 18 anos na escola de idiomas British and American; marca que chegou a ter franquia junto com dois sócios.
`Mas eu queria ter o meu negócio e colocar em prática as minhas ideias`, diz.
Na Minds, Leiza implantou o agendamento de aulas de acordo com a disponibilidade de horário do aluno e informatizou a sala de aula com lousas eletrônicas e tablets. `Eu queria trazer o novo para o ensino de idiomas, acompanhando o desenvolvimento desse mercado. As escolas estavam muito atreladas aos livros.`
No início era um hobbie
Tudo começou como hobbie. Aos 25 anos, Carolina Gregori Massarente começou a revender bijuterias para as amigas na faculdade de Publicidade. Em seis meses, o volume de encomendas era tão grande que, em parceria com a mãe - a artesã Sandra Maria Gregori Massante - ela abriu um atelier na região do Brooklin e começou a vender peças para o atacado e multimarcas sob a marcaCarol Gregori.
Dois anos depois, em 2005, a jovem decidiu testar o varejo e abriu a primeira loja no bairro de Moema. A ideia da franquia veio no ano seguinte, após a insistência de algumas clientes em se tornarem sócias da marca.
`Optamos pelo franchising. Contratamos uma consultoria e a primeira franquia foi aberta em 2007.
Hoje, temos 13 unidades e devemos abrir, pelo menos, mais seis este ano`, diz.
Hoje, aos 32 anos, Carol tem oito funcionários que montam as peças criadas por ela e por sua mãe.
`O negócio começou sem a menor pretensão de se tornar o que é hoje. Descobrimos um talento.` 
Para a jovem, a boa escolha da cartela de cores é um dos segredos do sucesso da marca. O mercado também ajuda. `Em se tratando do universo feminino, ganhamos pontos. Se a mulher gostou, ela compra.`
O investimento total em uma loja de rua da Carol Gregori é de R$ 90 mil e o royaltie é de 5% sobre o preço da bijuteria. `Temos peças diferenciadas e um preço muito competitivo, porque eu produzo e vendo. Não tenho intermediários`.
Carol e a mãe fazem, em média, 450 novas peças por coleção. `Estou muito contente com o negócio próprio. Gosto do que faço, tenho flexibilidade e me sinto motivada. O mercado de bijuterias ainda carece de marcas fiéis e é esse espaço que eu quero ocupar.`
Uma líder nata
Entre os novos empreendedores que tomam conta do setor, uma jovem desponta como líder da nova geração do franchising, Renata Moraes Vichi, vice presidente do Grupo CRM, que administra as marcas Brasil Cacau, Dan Top e Kopenhagen.
Por diversas razões. Primeiro, soube se preparar na arte da gestão empresarial e governança corporativa para assumir funções decisórias. Desde o início não poupou ousadias para colher bons resultados. Em 2009, o grupo faturou R$ 154 milhões, mas já em 2010 abocanhou cerca de R$ 205 milhões.
Renata é filha única e herdeira do empresário e pianista Celso Ricardo de Moraes. Em 1996, então proprietário do Laboratório Virtus (Adocyl, Maracujina, Atroveran, entre outros), decidiu vender tudo para adquirir a Kopenhagen, marca 100% brasileira nascida nas ruas do centro de São Paulo.
Renata começou a se interessar pela empresa aos 16 anos. De lá para cá, tanto sua carreira como os números corporativos são meteóricos.
Ela entrou como estagiária e passou por todas as áreas e departamentos da empresa. O bom desempenho à frente dos negócios tornou Renata Moraes uma líder nata.
Entregar resultados ajuda a demolir todos os preconceitos que cercam os jovens por causa da idade.
Controlando mais de mil funcionários, ela modernizou a marca, processos e embalagens. Produtos foram lançados, mas a qualidade e os modos de fabricação foram mantidos.
Em busca de know-how
No último ano da Faculdade de Administração, Dalton Polete notou que tinha perfil de empreendedor. Ao contrário de outros alunos da sua sala, que buscavam plano de carreira e estabilidade, o jovem preferia o trabalho ousado e flexível. Aos 25 anos, decidiu abrir uma franquia doGriletto.
Com a ajuda financeira do pai - engenheiro de construção civil - investiu R$ 430 mil na primeira unidade do restaurante no Shopping Top Center, na Avenida Paulista. Satisfeito com o negócio, abriu, um ano e meio depois, a segunda unidade do Griletto, no Shopping Frei Caneca.
`Eu queria um negócio na área de alimentação, mas não tinha know-how. Além disso, hoje em dia, é difícil ter uma ideia brilhante de novo empreendimento. Por isso, optei pelo modelo da franquia, que permite a um jovem sem tanta experiência ter o seu próprio negócio com certa margem de segurança.`
Mesmo sem ter recuperado o capital investido - algo que Polete espera para o início do ano que vem -, o jovem já pensa em abrir mais franquias do Griletto.
`O problema é ter ponto em shopping, mas aparecendo algum na região da Paulista eu tenho interesse em entrar`, afirma.
Para ele, o momento para um jovem correr riscos é agora, quando as responsabilidades financeiras são menores e há mais disposição para dar a volta por cima.
`Quanto mais jovem, melhor para arriscar. Tanto para fazer o negócio dar certo, quanto para corrigir qualquer erro`.
De aluna à dona
Maria Flávia Cassimiro Santana estava no local certo e na hora certa. Depois de ter estudado dos 7 anos aos 16 anos em uma unidade daKumon, em Belo Horizonte (MG), e ter sido monitora de alunos no local em duas fases da sua adolescência, ela recebeu o convite da franqueada da rede para assumir o negócio.
`A antiga dona quis acompanhar a transferência de emprego do marido para o Pará e não queria fechar a unidade, que já tinha 15 anos. Então, ela me ofereceu a oportunidade, por eu ter me destacado na rede. O Kumon me possibilitou avançar muito em relação à minha série na escola`, afirma Maria Flávia.
A jovem assumiu a unidade em novembro de 2009 contando com a ajuda financeira dos pais. No segundo mês, diz, já conseguia pagar sozinha as contas: água, luz, telefone, salários e aluguel de duas salas, além de 45% de royalties. Nem um ano depois também investiu parte do lucro na reformulação do layout das salas, permitindo maior acomodação dos alunos; que aumentaram de 85 para 120.
`Por ser jovem, tenho um diálogo melhor com os alunos. O diferencial é o tratamento. Aqui não há o superior, nem professor rígido`, explica.
No último ano da Faculdade de Relações Públicas, Maria Flávia já consegue ajudar no orçamento dos pais e até pensa em, no futuro, ter outra unidade da Kumon.
`No primeiro momento foi um desafio muito grande, até porque eu tinha que mostrar que era capaz para a empresa, que o negócio ia continuar e a qualidade ia ser a mesma. Hoje, eu me sinto completamente realizada e satisfeita`, finaliza.
Presente de mãe
Aos 19 anos, Paula Garcia Costa Bastos ganhou um presente de sua mãe: uma franquia da Contours, academia para mulheres.
`Brinco que foi um presente de grego, porque sou um pouco preguiçosa. Mas, hoje, me encontro no que faço`, diz a jovem.
A unidade foi aberta dois anos depois, em novembro de 2009, após a localização do ponto ideal, em Niterói, no Rio de Janeiro. Paula conta que o investimento na franquia e nos equipamentos foi de R$ 93 mil e outros R$ 400 mil a R$ 500 mil foram gastos em obras.
`Aqui, tudo é de primeira linha. Do piso ao equipamento a cliente encontra satisfação`, afirma.
Apesar de considerar o trabalho puxado, a jovem diz que ter um negócio próprio é compensador e, sobretudo, lhe permite ter flexibilidade de horário.
`Eu já trabalhei das 6 horas às 22 horas na Contours, mas agora que estou grávida de oito meses me dou ao luxo de chegar depois do almoço`, conta.
Com 22 anos, Paula comanda uma academia com cerca de 300 alunas, tendo uma rotina de trabalho completamente diferente das jovens de sua idade.
`A maioria das minhas amigas ainda estão fazendo faculdade ou estagiando. Eu já tenho um negócio próprio e devo isso ao DNA empreendedor da minha mãe.`
A mãe de Paula é administradora e tem uma loja no Rio de Janeiro onde revende cosméticos.
`Ela queria investir em outro ramo e a minha madrinha, que era aluna da Contours, a levou para conhecer a academia. Foi aí que ela teve a ideia de me dar esse presente`, relembra. Como o investimento na unidade foi alto, Paula avalia que deve recuperar o capital em um período de três anos.
Doutores empreendedores
Aos 26 anos, os dentistas Rodolfo Neves Araújo e Yuri Laurentino Reis Leite Fernandes quiseram mais do que um consultório.
`Temos um perfil empresarial. Gostamos de correr atrás e não de ficarmos sentados na cadeira`, diz Araújo.
Incentivados por um colega de Brasília, os jovens de Anápolis, em Goiás, resolveram abrir uma franquia da Ortodontic Center; uma das maiores clínicas de ortodontia do país. Há um ano com a franquia, Araújo se diz satisfeito.
`Apesar do pouco tempo, já vemos os resultados. É preciso arriscar. Não adianta esperar o paciente bater à sua porta e a Ortodontic Center tem várias maneiras de fazer isso acontecer`, explica.
Hoje, os jovens comandam uma equipe de oito funcionários e seis dentistas e atendem cerca de 200 pacientes por mês em uma sala alugada de 285 metros quadrados.
Os dentistas-empresários investiram R$ 230 mil na franquia da Ortodontic Center, dos quais R$ 100 mil foram financiados junto à bancos e o restante foi levantado por um misto de capital próprio e auxílio dos pais.
`Ainda não quitamos o financiamento, mas estamos no caminho. Somos mais empreendedores que dentistas e gostamos de assumir riscos`, afirma Araújo.
A Ortodontic Center nasceu em 2002. Com métodos diferenciados para captação de clientes, atingiu em menos de 18 meses mais de 1,4 mil clientes em tratamento. Hoje, a rede realiza mais de 200 mil atendimentos anuais.
`Um recém-formado não sabe muito bem como correr atrás do paciente. A Ortodontic Center nos ajuda muito com isso`, finaliza Araújo.
De olho no casal vinte
É comum ver casais juntando dinheiro para a lua de mel ou para a compra da casa própria. Mas com os recém-casados Lucas e Daniela Nardi os planos foram outros. Depois de seis anos de namoro, os jovens de 26 e de 24 anos, respectivamente, decidiram investir os recursos acumulados em uma franquia da Ópticas Ipanema.
`Somos filhos de empreendedores e queríamos ter um negócio próprio. Esse setor é lucrativo e interessante sob o ponto de vista de moda`, diz Daniela.
A franquia foi aberta há menos de um ano no Galleria Shopping, de Campinas. Segundo a jovem, a nova administração do estabelecimento decidiu reformular as grifes e, ao sentir falta de uma ótica, convidou a Ópticas Ipanema para ocupar esse espaço.
Acabamos de casar, não temos dívidas, nem filhos. Isso nos motivou a ter o nosso negócio`, explica Daniela.
O casal investiu cerca de R$ 300 mil na franquia. Os dois são formados em administração e, enquanto Daniela cuida da loja e de quatro funcionários, Lucas trabalha com o pai em uma empresa de publicidade e de correios.
`Antes da Ópticas Ipanema, eu trabalhava em uma empresa de transportes. Em termos financeiros, ainda não estou onde eu quero, mas em termos de satisfação pessoal sim. Foram meses de trabalho árduo, das 10 horas às 22 horas, mas já consigo ver bons resultados`, completa Daniela.

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